Flor de La Noche
Vicente Amigo

EVOLUÇÃO
Fui rocha em tempo, e fui no mundo antigo
tronco ou ramo na incógnita floresta...
Onda, espumei, quebrando-me na aresta
Do granito, antiquíssimo inimigo...
Rugi, fera talvez, buscando abrigo
Na caverna que ensombra urze e giesta;
O, monstro primitivo, ergui a testa
No limoso paul, glauco pascigo...
Hoje sou homem, e na sombra enorme
Vejo, a meus pés, a escada multiforme,
Que desce, em espirais, da imensidade...
Interrogo o infinito e às vezes choro...
Mas estendendo as mãos no vácuo, adoro
E aspiro unicamente à liberdade.
Antero de Quental Sonetos

6 comentários:
Música lindíssima, poema à altura.
E as nuvens que nem todos podem ver...
*/*
Rhiannon,
Que escolha LINDISSIMA!!!
Antero na sua força, no ilimitado...
"Brigados" por este post!!!!
Bjks
Belas escolhas. Obrigado.
Amiga Rhianon,
Lindo texto, bastante especial que fala directamente com a nossa alma. Gosto muito do teu blogue e vou fazer um link no meu.
Um grande abraço
Olá amiga,
Tens um miminho para ti no meu blogue.
Beijinhos
Direi: _Sem palavras para comentar tão belo soneto.
Felicidades.
Manuel
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