quarta-feira, 22 de agosto de 2007

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Flor de La Noche
Vicente Amigo









EVOLUÇÃO


Fui rocha em tempo, e fui no mundo antigo
tronco ou ramo na incógnita floresta...
Onda, espumei, quebrando-me na aresta
Do granito, antiquíssimo inimigo...

Rugi, fera talvez, buscando abrigo
Na caverna que ensombra urze e giesta;
O, monstro primitivo, ergui a testa
No limoso paul, glauco pascigo...

Hoje sou homem, e na sombra enorme
Vejo, a meus pés, a escada multiforme,
Que desce, em espirais, da imensidade...

Interrogo o infinito e às vezes choro...
Mas estendendo as mãos no vácuo, adoro
E aspiro unicamente à liberdade.



Antero de Quental Sonetos




6 comentários:

violloncello disse...

Música lindíssima, poema à altura.

E as nuvens que nem todos podem ver...

*/*

avelaneiraflorida disse...

Rhiannon,

Que escolha LINDISSIMA!!!

Antero na sua força, no ilimitado...
"Brigados" por este post!!!!
Bjks

Anónimo disse...

Belas escolhas. Obrigado.

Ema Pires disse...

Amiga Rhianon,
Lindo texto, bastante especial que fala directamente com a nossa alma. Gosto muito do teu blogue e vou fazer um link no meu.
Um grande abraço

Ema Pires disse...

Olá amiga,
Tens um miminho para ti no meu blogue.
Beijinhos

DE-PROPOSITO disse...

Direi: _Sem palavras para comentar tão belo soneto.
Felicidades.
Manuel

 
Não tenhas medo, ouve: ... Um misto de oração e de feitiço... ... Na segura certeza De que mal não te faz. E pode acontecer que te dê paz... Torga